20 de agosto de 2016

GUERRILHA - Sangue Lágrima E Suor (2016)

Independente – Nac.



O nome dessa estreante banda paulistana, Guerrilha, por um motivo lógico trouxe-me à mente o Rage Against The Machine, afinal, os norte-americanos têm uma música chamada “Guerrilla Radio”. E ao ouvir a faixa de abertura de “Sangue Lágrima E Suor”, que leva o nome do grupo, assim como “13 – Jun – 13”, tive a constatação de que, de fato, a citada banda californiana exerce plena influência em Kbça (vocal), Jimmi (guitarra), Punk (baixo) e Nicolas (bateria). Mas a coisa não fica restrita somente à isso, já que, nesse primeiro álbum, o quarteto mostra outras referências, que acabam influenciando o molho usado por esses músicos ao longo de uma dúzia de composições, que denotam qualidade e variação. E se o R.A.T.M. causou esse primeiro impacto quanto a minha audição no som do Guerrilha, músicas como a gingada “A Culpa É De Vocês” e a ‘grooveada’ “Tráfico De Influências” lembraram o Charlie Brown Jr., que, particularmente, não é a minha praia – e nem tenho escritório em uma (que trocadilho, heim?). Por outro lado, “Fora Do Eixo”, “Vida De Cão”, “Rota De Fuga” e a derradeira “Lembranças”, seguem a linha do Hardcore Melódico. “Groove Da Pesada” é a mais legal. Como o próprio nome entrega, essa possui uma pegada mais suingada e partes com riffs bem pesados. Nela você vai encontrar pitadas de Hip Hop, de Ska, do velho Funk O’ Metal (lembra?) e até de Suicidal Tendencies na hora do solo feito com pedal wah wah, sendo que a composição é  incrementada por bases de saxofone e duos vocais entre Kbça e o convidado Flip, do grupo Zero Real Marginal. “Receba E Processe” e “Falsos Valores” te ganham pelo peso, assim como “Hein!?”, que é total HxCx. Vale a pena também prestar atenção nas falas existentes em algumas das vinhetas para sentir melhor o teor das letras. A capa do álbum, feita por Luis Alberto (Lanterna Mágica Stúdio), também se destaca. O Guerrilha mostra aqui que sabe variar, mas com homogeneidade.

Leandro Nogueira Coppi

 

TRACKLIST:
1-    Guerrilha
2-    A Culpa É De Vocês
3-    Tráfico De Influências
4-    Fora Do Eixo
5-    Groove Da Pesada
6-    Vida De Cão
7-    13 – JUN – 13
8-    Receba E Processe
9-    Rota De Fuga
10-     Falsos Valores
11-     Hein!?
12-     Lembranças

LINE UP:
Kbça – vocal
Jimmi – guitarra
Punk – baixo e backing vocal
Nicolas – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/guerrilhabanda
www.youtube.com/bandaguerrilha
www.twitter.com/bandaguerrilha
www.instagram.com/bandaguerrilha
www.soundcloud.com/bandaguerrilha


12 de agosto de 2016

ANCESTTRAL - Web Of Lies (2016)

Shinigami Records – Nac.



Foram longos nove anos de espera desde que o Ancesttral debutou com o aclamado “The Famous Unknown”, mas, finalmente, o grupo está de volta e soando tão empolgante quanto em seus álbuns antecessores. Em “Web Of Lies” os nervos de Alexandre Grunheidt (vocal e guitarra), Leonardo Brito (guitarra), Renato Canonico (baixo) e Dênis Grunheidt (bateria) estão à flor da pele, e isso transparece no instrumental e na parte lírica. A música “What Will You Do?” já havia dado um gostinho do que viria nesse álbum, e junto dela as melhores são, “Massacre”, que tem um groove pesado e traz em sua letra polêmica a visão dos policiais que atiraram e mataram mais de 100 presidiários no fatídico episódio ocorrido em 1992, na penitenciária do Carandiru; “Threat To Society”, que possui uma levada ‘whitezombiana’ muito legal e é forte candidata à melhor do álbum; As arrastadas “Fight” – que tem um começo legal, meio ‘Southern’ – e “Pathetic Little Liars”; “Nice Day To Day”, uma porradaça que foi resgatada de uma ex-banda que Alexandre teve no início dos anos 90; “Subhuman”, que foi escrita em parceria com Flávia Morniëtári (vocal, HellArise); E a veloz “Fire”, que certamente garantirá violentas rodas nos shows do grupo. Há ainda uma versão alternativa de “What Will You Do?”, só que com solo de guitarra diferente, feito por Rodrigo Flausino, do Hardstuff. A produção da banda, ao lado de Paulo Anhaia - ganhador do Grammy Latino -, ficou soberba. Outro ponto importante é a capa, que trouxe de volta a máscara, que já havia caído bem no conceito de “The Famous Unknown” sobre o “famoso desconhecido”, e agora veste como uma luva a abordagem central de “Web Of Lies”, que, como o nome entrega, fala sobre a mentira. Ah, e a influência do Metallica ainda existe, porém, com menos evidência. Mas você acharia ruim ser comparado à uma banda desse porte? E pode acreditar, o Ancesttral lançou um dos melhores álbuns de Thrash Metal de 2016.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- What Will You Do?
2- Massacre
3- Threat To Society
4- You Should Be Dead
5- Fight
6- Nice Day To Die
7- Pathetic Little Liars
8- Subhuman
9- Web Of Lies
10- Fire
11- What Will You Do? (Alternate Solo Version)

LINE UP:
Alexandre Grunheidt – vocal e guitarra
Leonardo Brito – guitarra
Renato Canonico – baixo e backing vocal
Dênis Grunheidt – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.ancesttral.com
www.facebook.com/ancesttral
www.instagram.com/ancesttral
www.reverbnation.com/ancesttral
www.youtube.com/bandaancesttral
www.soundcloud.com/ancesttral
www.twitter.com/ancesttral
www.shinigamirecords.com.br (distribuição)
contato@shinigamirecords.com.br (contato)
www.metalmedia.com.br/ancesttral (imprensa)

MAESTRICK - The Trick Side Of Some Songs (2016, EP)

Independente – Nac.


Enquanto prepara, ao lado do renomado produtor Adair Daufembach (Hangar, Project 46, Trayce e outros), o conceitual “Espresso Della Vita: Solare”, sucessor do bastante elogiado álbum de estreia, “Unpuzzle!” (2011), o Maestrick acaba de lançar esse EP intitulado “The Trick Side Of Some Songs” – uma evidente alusão à “The Dark Side Of The Moon” (Pink Floyd), inclusive na arte da capa. O material reúne versões de clássicos de gigantes consagrados na história do Rock, que influenciaram a banda paulista. Evidentemente que para um trabalho de releituras é muito mais interessante que qualquer formação que se atreva, invista em emprestar a sua própria personalidade a cada uma das músicas e lógico que, com o talento demonstrado no ‘debut’, o Maestrick não refutaria à isso. Sendo assim, o agora power trio (antes quinteto) formado pelos remanescentes Fábio Caldeira (vocal e piano), Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal) e Heitor Matos (bateria e percussão), aqui acompanhados pelo guitarrista Rubinho Silva – que tem dado uma força para a banda, inclusive nos shows -, deu novo frescor e certo peso à pérolas como “Aqualung” (Jethro Tull), “While My Guitar Gently Weeps” (Beatles) e “Rainbow Eyes” (faixa bônus que já havia sido lançada quando do aniversário de cinco anos da morte do baixinho Ronnie James Dio), sem descaracterizá-las. Só que, como o Maestrick é uma “caixinha de surpresas”, o grupo soube brincar com “Brain Damage” do Pink Floyd, fazendo dela uma faixa de “cumprimento” e de “despedida” do EP, alterando sua letra, tornando-a uma via explicativa sobre o intuito desse material. Genial! E tem mais, os caras ainda prepararam medleys sensacionais, um para o Queen e outro para o Yes. O Maestrick confirmou a qualidade apresentada no álbum de estreia, reunindo novamente, técnica, bom gosto e sofisticação. Se você não quiser ficar aguçado e ansioso para o que virá no novo álbum, não ouça esse EP!

Leandro Nogueira Coppi

Baixe “The Trick Side Of Some Songs”: www.maestrick.com.br



TRACKLIST:
1- Near – Brain Damage (Pink Floyd)
2- Yes, It’s A Medley! (Yes)
3- The Ogre Fellers Master March – Part I: The Battle (Queen)
4- The Ogre Fellers Master March – Par II: The Fairy And The Black Queen (Queen)
5- Aqualung (Jethro Tull)
6- While My Guitar Gently Weeps (The Beatles)
7- Near – Brain Damage (Reprise) (Pink Floyd)
8- Rainbow Eyes (Bonus Track, Rainbow)

LINE UP:
Fábio Caldeira – vocal e piano
Renato “Montanha” Somera – baixo e vocal
Heitor Matos – bateria e percussão

LINKS RELACIONADOS:
www.maestrick.com.br
www.facebook.com/maestrick
www.twitter.com/maestrick
www.youtube.com/maestrickofficial


9 de agosto de 2016

MAESTRICK - Unpuzzle! (2011)

Wikimetal – Nac.



Você é fã de Prog Metal, cinema, literatura, surrealismo e afins? Então corra atrás desse ‘debut’ que o Maestrick lançou no já distante ano de 2011. O álbum é de uma riqueza de detalhes, nuanças e sofisticação, que são de cair o queixo. É até difícil crer que a formação que à época era composta pelos talentosos Fábio Caldeira (vocal, piano e teclado), Danilo Augusto e Maurício Figueiredo (guitarras), Renato “Montanha” Somera (baixo e vocais guturais) e Heitor Matos (bateria e percussão) estava apenas debutando fonograficamente, pois o entrosamento, a variedade musical e a qualidade apresentados por esses caras são difíceis de serem alcançados em um disco de estreia. Se você é daqueles que torcem o nariz para o Metal Progressivo, saiba que todas as faixas de “Unpuzzle!” trazem, com muita técnica e classe, surpresas muito bem exploradas em termos de arranjos e de estética. Como exemplo disso temos a abertura com “H.U.C.”, música que chega com riffs pesados que remetem ao Dream Theater; “Aquarela” e “Yellown Of The Ebrium”, que possuem passagens primorosas e adição de vocais femininos que lhes caíram muito bem; “Pescador”, que é de uma beleza ímpar. Cantada em português, essa tem muito da música brasileira e partes no instrumental que lembram o Angra na fase “Holy Land”; “Sir Kus” (uma espécie de introdução) e “Puzzler”, que se conectam de forma divertida; “Treasures Of The World”, que te põe a viajar e ver o mundo de cima, enquanto que “Radio Active” te faz querer dançar a partir do trecho em que resgata a Disco Music. Cercado por tanta magnitude, o álbum só poderia ter um belo desfecho e a cinematográfica “Ake Of Emotions” garante isso ao longo de seus 21 minutos de duração. Acredite, o Maestrick não exagera ao alegar em seu release que “Unpuzzle!” é uma espécie de “aquarela musical”, e vou mais além, esse é daqueles álbuns para ficarem marcados como uma das maiores obras do Heavy Metal brasileiro de todos os tempos.

Leandro Nogueira Coppi   

 

TRACKLIST:
1-    H.U.C.
2-    Aquarela
3-    Pescador
4-    Sir Kus
5-    Puzzler
6-    Disturbia
7-    Treasures Of The World
8-    Radio Active
9-    Smilesnif
10-     Yellown Of The Ebrium
11-     Ake Of Emotions

LINE UP:
Fábio Caldeira – vocal, piano e teclado
Danilo Augusto – guitarra
Maurício Figueiredo – guitarra e backing vocals
Renato “Montanha” Somera – baixo e vocal gutural
Heitor Matos – bateria e percussão

LINKS RELACIONADOS:
www.maestrick.com
www.facebook.com/maestrick
www.twitter.com/maestrick
www.youtube.com/user/maestrickofficial



2 de agosto de 2016

ROADIE METAL - Volume 7 (Coletânea, 2016)

Roadie Metal – Nac.



As coletâneas da Roadie Metal já são de casa e agora a marca chega ao seu sétimo volume. Mantendo a tradição, a empreitada de Gleison Junior, apresentador do programa de webradio Roadie Metal – A Voz do Rock, segue em formato duplo, permitindo com isso com que mais de trinta bandas mostrem o seu trabalho. Mas, como sabemos, quase toda e qualquer coletânea apresenta desequilíbrio no que diz respeito às diferentes produções das bandas e dessa vez não foi diferente. Por sorte, a grande maioria dos grupos caprichou e mostrou um trabalho bastante satisfatório. Vamos aos destaques. No primeiro CD, temos o Heavy Tradicional apresentado pelo experiente Tropa de Shock, e também o do Syren, que tem à frente o ótimo vocal de Luiz Syren, que se assemelha bastante ao de Bruce Dickinson. O Overhead soa mais simples, porém, o seu Rock And Roll é altamente energético, assim como o som da banda carioca S.I.F., que apesar da gravação crua, consegue empolgar, principalmente pelo vocal da frontwoman Letícia. O Metal cantado em português do Válvera, o Hard Rock do Underload e o Hard mesclado com Rock Progressivo do Dolores Dolores também agradam. Já no segundo CD, quem se sobressai é o já conhecido Voodoopriest, os thrashers do Monstractor e do Forkill, o Demolition com seu Thrash/Crossover, e o Death Chaos e o Dying Silence, representantes do Death Metal, sendo que a segunda ainda incorpora elementos do Hardcore. Mas, de modo geral, há dois grupos que se sobressaem, pelo fator originalidade, um deles é o Kryor, que mistura Death, Thrash Metal, Metalcore e até Metal Melódico, só que de forma bem homogênea, e o outro é o As Do They Fall, que se arrisca fazendo um Metal bastante interessante e com personalidade própria. Como você leitor pôde reparar, nesse sétimo volume a Roadie Metal trouxe muita variedade de gêneros e várias bandas de qualidade. Portanto, corra atrás desse lançamento que certamente valerá o investimento.

Leandro Nogueira Coppi

TRACKLIST:
CD 1
01- Syren – Motordevil
02- Tropa De Shock – Inside The Madness
03- Válvera – Cidade Em Caos
04- Dolores Dolores – I Was Wrong
05- Underload – Let It Go
06- Makinária Rock – Eleição Ou Gozação
07- Heryn Dae – Heryn Dae
08- Overhead – Overhead
09- Normandya – Lost Seasons
10- Fenrir’s Scar – Downfall
11- Blessed In Fire – Blessed In Fire
12- Apeyron – The Dance Of Fire
13- S.I.F. – Puritania
14- Gravis – Ladrão
15- Vate Cabal – A Extração Da Pedra Da Loucura
16- Underhate – Revolution Day
17- Eduardo Lira – Sunrise

CD 2
1- Voodoopriest – Juggernaut
2- Monstractor – The 4th Kind
3- Forkill – Let There Be Thrash
4- Kryour - Chaos Of My Dream
5- Criminal Brain – Victim
6- Handsaw – Supreme Being
7- Dying Silence – Sem Conserto
8- Demolition - Infected Face
9- Deadliness – Guerreiros do Metal
10- Hellmotz – Wielding The Axe
11- Death Chaos – House Of Madness
12- Melanie Klain – Lavagem Celebral
13- Psychosane – Road
14- As Do They Fall – Nemesis
15- Dioxina – Sombras
16- Heavenly Kingdom – Hungry Misery And Pain
17- South Hammer – Harley My Motorcicle
18- Crush – Pedrada

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/RoadieMetal
www.soundcloud.com/roadie-metal
www.twitter.com/roadiemetal
www.canalfelicidade.com








30 de julho de 2016

SEU JUVENAL – PLURALIDADE NATURAL

Por Leandro Nogueira Coppi


Existem bandas que apostam suas fichas em uma única fórmula e vão embora, passam a carreira toda se mantendo fiel a essa fórmula. Por outro lado, há quem não se limita e segue o caminho oposto, explorando e experimentando sonoridades diversas. No fim das contas, quando isso mostra algum nexo, resulta em uma musicalidade bem própria e de qualidade, independentemente se é feita com técnica ou com simplicidade. É o caso do Seu Juvenal. O grupo mineiro da cidade de Uberaba não tem medo de arriscar e molda sua música utilizando vários elementos e influências, criando algo único e com personalidade. Nesta entrevista, o guitarrista e violonista Edson Zacca fala a respeito disso e também do novo álbum, “Rock Errado”, inclusive sobre algumas concepções líricas abordadas pelo grupo. 

Vocês não se limitam aos rótulos e se arriscam, sem a menor cerimônia, à mistura de sonoridades que, na visão de muitos, não resultariam em algo homogêneo. Podemos concluir então que o som do Seu Juvenal nada mais é do que “o esquisito que deu muito certo”?
Edson Zacca: Fora do Rock, a mistura de estilos artísticos é visto como algo natural e moderno. Já dentro do Rock, que deveria ser inovador e anti-conservador, isto é visto como esquisito. Para o Seu Juvenal misturar é algo tão natural que praticamente não percebemos. Misturamos porque tocamos apenas o que gostamos, como você mesmo disse, sem cerimônia.

O título do novo álbum, “Rock Errado”, tem a ver com essa proposta singular do Seu Juvenal, ou existe alguma crítica em relação ao Rock And Roll dos dias atuais?
Edson: As duas coisas. Rock Errado veio da vontade de voltar à velha idéia libertária e anárquica que o Rock já teve. Hoje está tudo muito encaixotado em estilos. Você pode tocar isto, mas não pode tocar aquilo. O visual tem que ser “x” ou “y”. Tudo muito politicamente correto e calmo. E não estou falando de distorção, estou falando de atitude. Esta idéia norteia nosso trabalho.

Rock Errado foi gravado em apenas quatro dias. Era assim de forma corrida que muitos álbuns clássicos eram gravados, principalmente, durante a década de 70. Musicalmente falando e também em termos de produção, esse novo álbum soa como se tivesse vindo daquele período. A intenção era exatamente soar com essa aura setentista? 
Edson: Eu vi na TV estes dias a banda Meta Meta, de Sampa, falar que eles gravavam rapidamente seus discos por falta de grana e que agora o fazem por estética musical. A gente ainda está na fase da falta de grana, que acaba virando uma estética. Alguns nos chamam de “Lo-Fi”. Outros nos chamam de setentistas. Com certeza, gostamos muito de soar assim. Mas se um dia tivermos condição faremos um disco com uma produção bem mais forte. Aí vão nos chamar de traidores do Rock errado. (risos)

É curioso notar o contraponto existente no trabalho do Seu Juvenal. Se instrumentalmente vocês fazem um Rock and Roll direto e sem firulas, liricamente vocês abordam temas interessantes e bastante urbanos, que são tratados de maneira um tanto quanto poética. Fale a respeito.  
Edson: Os nossos mestres da música popular brasileira nos influenciam exatamente neste ponto. Gostamos de caras como Walter Franco, que utilizam de um som direto e sem firulas, para poetizar sobre assuntos diversos e cheios de nuances. E afinal de contas, se você tem uma banda de Rock autoral e não tem muito o que dizer ou não sabe escrever, melhor cantar em outra língua.

Em meio à tantas reflexões, em cada disco do Seu Juvenal há espaço também para se falar de amor. No ‘debut’ “Guitarra De Pau Seco” (2004), vocês cantaram o amor aos filhos na música “Filhos De Seu Juvenal”. No sucessor, “Caixa Preta” (2008), havia o romantismo de “A Espera”. Agora, em “Rock Errado”, foi a vez de falar de fim de relacionamento em “A Chuva Não Cai”. É legal notar que vocês não se repetem nesse quesito e abordam o amor em suas várias formas.
Édson: Que bom saber que você teve esta percepção. Procuramos sim abordar o amor dentro de nosso Rock. É uma luz dentro da tempestade de temas tensos que abordamos. Inclusive, já compomos mais uma pro nosso próximo disco que será tipo uma continuação destas três músicas. Aguardem!

Uma música em especial em “Rock Errado”, “Burca”, relata a violência contra a mulher no Oriente Médio, comandada pelo Estado Islâmico. Inclusive, vocês gravaram um videoclipe bastante impactante para essa composição. Aqui no Brasil a coisa não é diferente em relação à esse assunto. Inclusive, recentemente tivemos episódios de estupro coletivo no país. Qual a visão de vocês sobre essa realidade?
Édson: Nós adoramos as mulheres. É simplesmente isto. Apoiamos todos os tipos de feministas. Isto não quer dizer que concordamos com todas as atitudes ou todas as ideologias que elas pregam. Entre elas mesmas existe muita discordância. Mas chega de tanta opressão em cima delas. Elas precisam tomar as rédeas dos próprios corpos e vidas. Com certeza o Seu Juvenal irá cada vez mais despejar ódio e rancor em cima dos homens e seu machismo idiota. Enfim, adoramos as mulheres! As queremos livres, leves e soltas, perfumando este mundo com sua energia feminina.

A faixa título de “Rock Errado” trouxe como convidado o vocalista do Uganga, Manu Joker (ex-baterista do Sarcófago). Como surgiu a ideia de tê-lo nessa?
Édson: Manu  Joker (também conhecido como Nosferatu) é um irmão de som que já frequenta o universo do Seu Juvenal desde o começo. Na verdade, eu fiz parte da primeira formação do Uganga (quando ainda se chamava Ganga Zumba) e tive a honra de participar de um disco deles. Quando estávamos finalizando o arranjo da música “Rock Errado”, percebemos o quanto aquele som tinha a ver com a voz e performance de Manu. Foi muito importante pro disco tê-lo dentro do processo. 


5 melhores discos segundo Edson Zacca:

Ratos de Porão – Carniceria Tropical (1997)
Milton Nacimento e Lô Borges – Clube da Esquina n° 1 (1972)
Sabotage – Respeito É Pra Quem Tem (2000)
Chico Science e Nação Zumbi – Afrociberdelia (1996)
Sepultura – Chaos A.D. (1993)


SITES RELACIONADOS:
www.seujuvenal.com.br
www.facebook.com/seujuvenalmg
www.twitter.com/seujuvenalmg
www.soundcloud.com/seujuvenal
www.youtube.com/seujuvenalmg
www.sapolioradio.com.br

25 de julho de 2016

ANCESTTRAL LANÇA SEU NOVO ÁLBUM, “WEB OF LIES”

Na última quarta-feira, 20, a noite foi especial para o Ancesttral que, após nove anos desde que estreou fonograficamente com o aclamado “The Famous Unknown”, lançou o sucessor, “Web Of Lies”. O clima era bem descontraído e os irmãos Alexandre (vocal e guitarra) e Dênis Grunheidt (bateria), Leonardo Brito (guitarra) e Renato Canônico (baixista) contaram com a presença de amigos, imprensa especializada, músicos e também familiares que foram prestigiá-los. 

Ancesttral

Antes de a banda tocar e mostrar algumas músicas do novo álbum, Alexandre Grunheidt chamou o respeitado redator-chefe da revista Roadie Crew, Ricardo Batalha, para dar algumas palavras, e depois comentou que eles iriam começar tocando uma música do novo trabalho, chamada “Subhuman”, que teve a letra escrita em parceria com a vocalista do Hellarise, Flávia Morniëtári - que estava presente no evento. Apesar das infindáveis comparações com o Metallica, o Ancesttral mostrou através dessa música que suas influências vão além, pois o ‘groove’ contido no riff principal dela remete ao velho White Zombie.

Algo bastante interessante e positivo durante os intervalos das músicas que o Ancesttral tocou, é que Grunheidt explicava o conceito lírico de algumas delas. “Massacre”, por exemplo, é a mais polêmica de “Web Of Lies”: “Essa música fala do massacre do Carandiru, só que em uma visão que ninguém nunca teve antes, que é a do policial que meteu a bala na cabeça do bandido. Isso porque para ele, aquilo não era um massacre, mas sim uma “limpeza”. Agora, se a gente acha a mesma coisa ou não, fica na imaginação de vocês.” – brincou. Sobre “Threat To Society”, o vocalista ironizou ao anunciar: “Vamos falar de meninos “educados” e “bonitinhos”, protegidos pelo Estatuto do Menor e do Adolescente”. 

Alexandre Grunheidt, do Ancesttral

Alexandre também comentou como nasceram algumas músicas. No caso de “Nice Day To Die”, ele revelou que se trata de uma composição antiga, que foi composta originalmente em 1991, para sua ex-banda. O ‘frontman’ novamente brincou dizendo que metade dos convidados ali presentes nem eram nascidos e ainda ressaltou o porquê de a banda ter decidido incluí-la em “Web Of Lies”: “A gente estava fazendo o disco e quando o encerramos, pensamos: ‘Porra, não temos uma música “cacete” no disco, né? A galera que conheceu a gente através de “Bloodshed And Violence” vai reclamar: ‘Que merda, vocês ficaram mais macios? Que cacete é esse?’. Na hora, tive a ideia: ‘Já sei, no desespero, vamos pegar a música do Brainwash! Afinal, está lá mesmo, fui eu quem a fez, então foda-se!’. Assim nasceu “Nice Day To Die”, aos 48 do segundo tempo!”.



Algumas músicas dos materiais anteriores, como a faixa título do EP “Hellelujah” (2005), “Trust” e “Bloodshed And Violence”, do último EP, e “The Famous Unknown”, do homônimo ‘debut’, também foram tocadas, algumas delas contando com convidados especiais, entre eles, Silvano Aguilera, vocalista e guitarrista do Woslom, e Rafael Rosa e Billy Houster, ex-bateristas do Ancesttral.

Vale dizer que “Web Of Lies” é um lançamento da Shinigami Records e já está à venda. Para maiores informações, você pode acessar os seguintes endereços:

www.ancesttral.com
www.facebook.com/ancesttral
www.twitter.com/ancesttral
www.youtube.com/c/bandaancesttral
www.soundcloud.com/ancesttral
www.reverbnation.com/ancesttral
www.flickr.com/photos/ancesttral
www.shinigamirecords.com.br
www.metalmedia.com.br/ancesttral/index.php (imprensa)

Texto e fotos: Leandro Nogueira Coppi






ANTHARES LANÇA SEU PRIMEIRO VIDEOCLIPE

O Anthares, um dos grupos pioneiros do Thrash Metal nacional, que foi formado no distante ano de 1984, se tornou uma das bandas brasileiras mais cultuadas mundo afora desde que lançou seu lendário ‘debut’, “No Limite Da Força”, em 1987. Quase três décadas depois, o Anthares surpreendeu os fãs com a notícia do lançamento do álbum sucessor, “O Caos Da Razão”, que chegou ao mercado em 2015, via Mutilation Records. Contudo, faltava um videoclipe na carreira da banda, mas a espera por tal foi sanada na última quinta-feira, 21 de julho, quando o Anthares realizou no Espaço Som, em São Paulo, a festa de lançamento do clipe de “Ócio”, música que integra o novo álbum. Para a ocasião, os integrantes Diego Nogueira (vocalista), Eduardo “Topperman” Scarellis (guitarra), Maurício Amaral (guitarra e backing vocal), Pardal Chimello (baixo) e Evandro Junior (bateria) convidaram as bandas Magzilla e Chemical para participarem, fazendo a abertura de seu ‘pocket show’.  


Mas, por algum motivo, o Magzilla não pôde comparecer. Porém, pouco antes das 21h30, o Chemical surgiu no palco para mostrar o seu Thrash Metal ao público que compareceu em bom número ao evento. A banda é formada por músicos bastante experientes no cenário, sendo eles, Alexandre Freitas (vocal e guitarra, ex-Zero Vision), Tiago Visceral (guitarra, Calibre 12), Corvo (baixo) e João Ogro (bateria, Forbidden Ideas). O grupo apresentou um Thrash bastante brutal, como muitos faziam durante a década de oitenta, flertando bastante com o Death Metal daquele mesmo período. Para quem, assim como esse que vos escreve, também chegou a presenciar os shows do Zero Vision, uma das bandas mais respeitadas do início dos anos 90, ou acompanhou os materiais que o grupo lançou em seus anos de atividade, certamente percebe que atualmente o vocal de Alexandre está ainda mais nervoso e agressivo, e nessa apresentação ao vivo, isso ficou claro. Com uma performance vigorosa e um som bem ríspido e veloz, o Chemical tocou “New Dimension”, “Worms” e “Bloody Streets”, de seu primeiro álbum, “New Dimension” (2013), mas também deu uma prévia do que virá no sucessor, através das novas “Cape Fear”, “Brothers In Blood”, “Death By Request” e “As You Dry My Veins”.

Chemical

Pouco após o Chemical finalizar o seu set, Diego Nogueira do Anthares subiu ao palco para, finalmente, apresentar à todos o vídeo de “Ócio”. Antes de soltar o clipe, o vocalista comentou sobre como e em que condições aconteceram as filmagens e mostrou um ‘making of’ das gravações. Ao final, Diego também explicou o conceito da letra escrita pelo vocalista original, Henrique “Poço” Pessoa, que abordou sobre as drogas, mais especificamente a cocaína e para falar mais sobre o video chamou ao palco João Maurício Leonel – conhecido como João Ogro, baterista do Chemical -, que foi o diretor do clipe. Logicamente que o Anthares não poderia deixar de tocar, e após todos matarem a curiosidade de conferir como ficou o videoclipe de “Ócio”, a banda apresentou um set curto, porém matador, que incluiu clássicos de “No Limite Da Força”, como, “Fúria”, “No Limite Da Força” e “Chacina”, e também os novos petardos, “Sementes Perdidas”, “Ócio”, “O Caos Da Razão” e “No Poço Do Obscuro” – curiosamente, as quatro primeiras músicas de “O Caos Da Razão”.

Anthares


Diego Nogueira, do Anthares

Confira no link abaixo, o videoclipe de “Ócio”:
https://www.youtube.com/watch?v=JfxbjfpP27U

Texto e fotos: Leandro Nogueira Coppi

19 de julho de 2016

GREY WOLF - Glorious Death (2016)

Arthorium Records – Nac.


Com apenas quatro anos de existência, o Grey Wolf, projeto encabeçado por Fábio “Grey Wolf” Paulinelli (vocal e baixo - Brothers Of Sword, ex-SnowHawks, Dunkell Reiter, Witchkross), chega agora ao seu terceiro álbum – isso sem contar as inúmeras demos que antecederam os discos anteriores, “Grey Wolf” (2014) e “We Are Metalheads” (2015). Atualmente, Paulinelli tem a seu lado Weslley “Mulambo” Victor (bateria) e Chris Maia (guitarra, Outlaw) – que já havia gravado o ‘debut’ -, e mostra nesse material fidelidade ao True Heavy Metal, forjado no aço. Com temática cinematográfica, inspirada no guerreiro “Conan – O Bárbaro”, “Glorious Death” não deixa pedra sobre pedra de tão pesado, vigoroso e intenso que é. Assim como nos antecessores, não espere encontrar invencionices, modernices ou outras “chatices” nas novas composições, pois nada teriam a ver com a proposta do Grey Wolf, já que aqui o Heavy Metal em seu estado bruto é que dita as regras. Fábio é bastante competente em suas funções, possui voz de trovão e como baixista se destaca em meio aos riffs empolgantes de Chris Maia. Como destaques temos as tempestivas “The Eyes Of The Medusa”, a faixa título, as aceleradas “Metal Avenger” e “The Axe Will Rule The Kingdom (King Kull Pt 2)”, a cadenciada “The Barbarian”, a ótima “Conan The Liberator” - que tem uma ótima pegada -, e a climática “Cimmeria”. A capa também é de uma beleza ímpar. Pintada em acrílico, a arte do francês Nicolas Bournay se baseia nos quadrinhos dos anos 80 da série “Conan” e consegue transmitir um pouco do que o entusiasta ouvirá nas músicas. A boa produção de Arthur Migotto (Hazy Hamlet, Brothers Of Sword) deixou a sonoridade ainda mais encorpada. Aliás, Migotto aparece como convidado, emprestando sua voz em “Cimmeria” e fazendo backing vocals nas demais. O tecladista Yuri Fulone é outro que também participa. Trabalho incessante, que música de qualidade. Esse é o Grey Wolf: épico! 

Leandro Nogueira Coppi




TRACKLIST:
1- Wrath Of The Gods
2- The Eyes Of The Medusa
3- Glorious Death
4- Metal Avenger
5- The Axe Will Rule The Kingdom (King Kull Pt 2)
6- The Barbarian
7- Conan The Liberator
8- Warrior
9- Red Sonja
10- Cimmeria

LINE UP:
Fábio “Grey Wolf” Paulinelli – vocal e baixo
Chris Maia – guitarra
Weslley Victor – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.grey-wolf.com
www.facebook.com/greywolfmetal
www.bandcamp.com/grey-wolf
www.greywolfmetal2012@gmail.com (contatos)
www.arthorium.com (gravadora)

[MAUA] - Unconscience (2016)

Independente – Nac.


Após doze anos de estrada, finalmente o grupo sergipano [Maua] está lançando o seu álbum de estreia. Formado atualmente por Erico Groman (vocal), André Cabral e Adriano Santana (guitarras), Marcel Freitas (baixo) e Afonso Ramalho (bateria), o quinteto forja um Death Metal técnico e brutal, incorporando certos toques de Thrash Metal na parte instrumental e aliando partes rápidas a outras mais cadenciadas. “Unconscience” foi gravado nos estúdios Aero Studio e DRS Studio e graças à produção de Marcel Menezes e a mixagem da própria banda ao lado de Alex Prado (que também cuidou da masterização), o material ganhou a “sujeira” necessária para que o som não ficasse polido demais e as partes técnicas não soassem como algo “modernoso”, o que tiraria a essência e a agressividade da banda. Não se engane pela bela e misteriosa introdução instrumental, “Intro/Dispersed”, pois o que vem a partir dela é pancadaria pura. Começando por “Resist” (que ganhou videoclipe), onde os vocais rasgados/guturais de Groman guiam o caos sonoro que vem ao fundo, alternando partes velozes - comandadas pelos blast beats de Ramalho -, á outras que são mais trampadas. “Volatile”, que vem na sequência, é simplesmente macabra. A música conta com risadas doentias em seu decorrer e possui uma atmosfera intensa, bastante impressionante. Outra que possui esse mesmo clima é “Breakthrough”. Um dos pontos positivos e interessantes no trabalho do [Maua] é a questão da construção lírica, já que várias composições possuem letras enormes, algo que não é muito convencional, principalmente em bandas de Metal Extremo. O interessante disso é que Erico Groman sabe encaixá-las muito bem, cantando-as de forma marcante e não simplesmente “vomitando” as palavras de maneira acelerada, como muitos fariam. Todas as demais faixas têm suas peculiaridades e junto às que foram citadas fazem de “Unconscience” um álbum impactante. Não se convenceu? Basta ouvir então. 

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Intro / Dispersed
2- Resist
3- Volatile
4- Stay With Me A Little Longer
5- Breakthrough
6- The Prey
7- Leave The Coin, Get The Dice
8- Warhead
9- Liar

LINE UP:
Erico Groman – vocal
André Cabral – guitarra
Adriano Santana – guitarra
Marcel Freitas – baixo
Afonso Ramalho – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.mauaofficial.com.br
www.facebook.com/mauaofficial


BURNKILL - Guerra E Destruição (2016)

Independente – Nac.


Realmente Minas Gerais é uma terra fértil no que diz respeito ao Thrash Metal. Passam décadas e mais décadas e por lá continuam pululando bandas do gênero. Um exemplo recente disso é o Burnkill, de Pouso Alegre. O quinteto formado pelos jovens Antony (vocal), Lucas Maia e Pablo Henrique (guitarras), Jorge Luiz (baixo) e Anderson de Lima (bateria) não perdeu tempo com demos ou EP’s e de cara surge para o cenário nacional com um álbum completo. No total são oito músicas compostas em português que, de forma consciente, abordam assuntos como guerras entre as nações, principalmente por intermédio de fanáticos religiosos, que seguem causando destruição por motivos sempre banais. “Corredor Da Morte” abre o material com um breve dedilhado, que logo dá espaço à um riff principal que pode ser definido como uma espécie de Thrash’n’Roll. No geral, as músicas são simples e diretas, algumas delas interessantes, devido ao fato de serem um tanto quanto diferentes, pois não se limitam à velocidade e abrem leque para levadas bem próprias, como no caso da própria faixa título e também de “Vivendo Uma Ilusão”, de “Tempestade De Horror” e de “Sinfonia Da Guerra”. Há muita influência do Metal brasileiro no som do Burnkill, mas, ainda assim, alguns pontos poderiam ter sido mais bem lapidados, um deles diz respeito à produção, que deveria ter sido mais bem explorada, deixando tudo soar mais encorpado. A outra é a questão dos solos, que ficaram um tanto quanto simples. “Sinfonia Da Guerra”, por exemplo, sofreu com as duas questões, já que, além de tudo, o solo é inaudível de tão baixo. Mas, como eu disse, são detalhes que não comprometem a qualidade do material, porém, se forem mais bem trabalhados no próximo trabalho da banda, certamente causarão outro impacto ao ouvinte. A experiência se encarregará desses ajustes. No momento, o Burnkill se prepara para a gravação do seu primeiro videoclipe, para a música “Cadáver Do Brasil”. 

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Corredor Da Morte
2- Vivendo Uma Ilusão
3- Guerra E Destruição
4- Repressão
5- Cadáver Do Brasil
6- Tempestade De Horror
7- Chega De Mentiras
8- Sinfonia Da Guerra

LINE UP:
Antony – vocal
Lucas Maia – guitarra
Pablo Henrique – guitarra
Jorge Luiz – baixo
Anderson de Lima – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/burnkillofficial
www.burnkilloficial.wordpress.com
www.soundcloud.com/burnikill-official
www.reverbnation.com/burnkill

DEMOLITION - Manipulation For Tragedy (2016, EP)

Independente – Nac.



É meio confusa a história por trás de “Manipulation For Tragedy”, que marca a estreia fonográfica do Demolition. Esse EP foi gravado enquanto o grupo mineiro tinha à sua frente o vocalista Zenn Augusto, porém, após a prensagem, ele acabou sendo substituído por Thais Teixeira. Sendo assim, a banda tratou de regravar os vocais e soltar na embalagem do material um QR Code que possibilita a quem adquirir o produto ter a opção de baixar as regravações e, no fim das contas, ter ao seu dispor o CD físico e as faixas em MP3, podendo conferir tudo o que foi gravado por ambos os vocalistas. Esclarecido isso, vamos à dissecação de “Manipulation...”. Nesse EP, a banda apresenta quatro músicas que forjam um Thrash Metal vigoroso, direto e não muito técnico. “Illusion Of Fear” e “Infected Face” começam com riffs que lembram algo do Kreator antigo, mas a primeira tem uma levada de batera que fica martelando nas partes mais pesadas, enquanto que na segunda – única com solo de guitarra - a banda arriscou mais na velocidade. “Influence” vai direto ao ponto, já que é mais reta. Por fim, a melhor: “Manipulation”. Mais veloz, a música possui partes em seu decorrer que mostram certa influência de Metal Tradicional. Sobre a nova vocalista, Thais, com seu estilo mais rasgado de cantar, deu uma cara mais moderna ao grupo, enquanto que o ex-vocalista Zenn, tinha uma veia mais old school, com influência de Hardcore. De um jeito ou de outro, é altamente indicado.   

Leandro Nogueira Coppi 






TRACKLIST:
1- Illusion Of Fear
2- Infected Face
3- Influence
4- Manipulation

LINE UP:
Thais Teixeira – vocal
Gabriel Vieira – guitarra
Junior Silveira – baixo
Wagner Oliveira – bateria

LINK RELACIONADO:
www.facebook.com/Demolition.thrashmetal