20 de março de 2017

CONCEPT OF HATE - Black Stripe Poison (2015, EP)

Independente – Nac.


E olha o incansável e prolífico ABC na área, ainda ajudando a manter o cenário metálico paulistano firme e forte. A região responsável por nomes como os dos lendários e ainda ativos MX e Necromancia, do mais “novato” Forka, e também de outros que já estão extintos, como Bywar e Trevas, por exemplo, agora nos apresenta o Concept Of Hate. 
O grupo foi formado especificamente em Santo André, no distante ano de 2009, e somente agora, após algumas mudanças na formação, o Concept Of Hate, atualmente formado por Flávio Giraldelli (vocal), Daniel Pereira (guitarra), Rafael Biebrach (baixo) e Takashi Maruyama (bateria), firma a sua estreia com esse EP, “Black Stripe Poison”. 
O material - que por sinal foi favorecido pela boa produção de Sebastian Ortornol -, mostra a aposta do grupo em um Thrash Metal que possui aspectos que lembram o que algumas bandas do mesmo gênero buscavam no início dos anos 90. Ou seja, um som nem sempre veloz, mais trabalhado, melhor produzido e com linhas vocais mais melódicas do que as que estávamos acostumados nos anos 80, que eram mais retilíneas e gritadas. 
“Black Stripe Poison” é um EP recheado de riffs nervosos de guitarra e muita quebradeira de batera. E tanto Pereira quanto Maruyama alcançaram ótimos timbres. Por sua vez, Giraldelli se destaca ao fugir dos urros que se tornaram comuns nos dias atuais, preferindo apenas rasgar a voz.
Dizem que o ABC não erra quando o assunto é Thrash Metal. O Concept Of Hate reforça essa teoria.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Black Stripe Poison
2- In Human Nature
3- Chaospiracy
4- Sanity Is Not An Option

LINE UP:
Flávio Giraldelli – vocal
Daniel Pereira – guitarra
Rafael Biebrach – baixo
Takashi Maruyama – bateria

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INDISCIPLINE - Sanguinea (2017)

Shinigami Records – Nac.


Não é de hoje que o nome desse power trio feminino circula no cenário nacional. Surgido em 2012, o grupo que conta em sua formação com Alice D’Moura (vocal e baixo), Maria Cals (guitarra) e Ale De La Vega (bateria), vem acumulando diversos shows e comentários positivos em relação a sua sonoridade, que em 2014 já havia sido apresentada na demo “In My Guts”. Ao menos em mim - e acredito que em muita gente - essa repercussão causou expectativa sobre o que o Indiscipline seria capaz de criar em estúdio para seu álbum de estreia. 
Contando com a produção satisfatória (embora um pouco abafada) de Felipe Eregion (Unearthly), a assistência do tarimbado vocalista Gus Monsanto (Human Fortress, Burnt City, Adagio, OverDose, Astra, Symbolica, Code Of Silence, Revolution Renaissance e outros) e a masterização e mixagem realizadas por Arkadiusz “Malta” Malczewski (Behemoth, Decapitated, Hate, Black River), em Varsóvia (Polônia), no Sound Division Studio, o grupo mostra nesse material uma sonoridade pesada, com instrumental competente, que traz referências que vão do Hard Rock ao Metal, passando por momentos que remetem ao Alice In Chains, como no caso da pesadíssima “Burning Bridges”, de “Degrees Of Shade” e de “Losing My Mind”. 
D’Moura, com seu baixo distorcido, e De La Vega formam uma cozinha concisa, mas o que realmente chama atenção na primeira é a questão do vocal. A frontwoman mostra linhas contagiantes, abrindo mão da agressividade e apostando na melodia. Por sua vez, Maria Cal manda riffs pesados, diretos e em alguns momentos, com palhetadas velozes, como pode ser conferido, por exemplo, na base do solo da ótima “Fear In Your Eyes”. 
Outras músicas que merecem elogios são a cadenciada “Born Dead”, a grooveada “Higher” e a empolgante “Poison”.
Quanto a minha expectativa, o Indiscipline sanou-a de maneira muito positiva com esse primeiro álbum. Se você também estava na espera, pode ir atrás que possivelmente irá gostar.

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Fear In Your Eyes
2- Take It Or Leave It
3- Nasty Roar
4- Burning Bridges
5- Degrees Of Shade
6- Losing My Mind
7- Born Dead
8- Higher
9- Miss Daniel
10- Poison

LINE UP:
Alice D’Moura – vocal e baixo
Maria Cals – guitarra
Ale De La Vega – bateria

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HEVILAN - The End Of Time (2015)

Massacre Records – Imp.


Alex Pasqualle (vocal, Mysttral / Sinrise), Johnny Moraes (guitarra, Warrel Dane) e Biek Yahaitus (baixo, Sinrise): um time de primeira, autor de um Power Metal grandioso, que alterna partes velozes e pesadas à outras cadenciadas e melodiosas, dando ênfase às vocalizações e coros épicos. Somado a isso, a participação do baterista convidado Aquiles Priester (Hangar, Noturnall) em todas as músicas, e também do vocalista Vitor Rodrigues (Voodoopriest) em “Shades Of War”, “Desire Of Destruction” e “Sanctum Imperium”, mais a co-produção dos tarimbados Brendan Duffey (que assina a masterização) e Adriano Daga, que cuidaram da parte de corais, vozes, quarteto de cordas e mixagem, e também de Adair Daufembach, responsável por guitarra, baixo e bateria, só poderia render um álbum de alto calibre. Com toda essa pompa, o Hevilan lançou em 2013 esse seu ‘debut’, “The End Of Time”.
A qualidade demonstrada no material foi tamanha que refletiu em boas resenhas e reconhecimento nacional e internacional. O resultado disso foi que o grupo paulistano conseguiu chamar a atenção da renomada Massacre Records, que resolveu relançar o álbum - esse feito fez com que o Hevilan passasse a ser a primeira banda brasileira a integrar o cast da gravadora alemã.
Para esse relançamento, o Hevilan incluiu duas faixas bônus, que na verdade são releituras, uma para “Shades Of War”, que contou com a participação de Warrel Dane (Sanctuary/Nevermore), e outra para “Quest Of Illusion”, música que originalmente foi lançada no EP de estreia, “Blinded Faith” (2006).
Não é necessário destacar uma ou outra música em “The End Of Time”, já que todas, sem exceção, mostram muita qualidade. Dito isso, podemos afirmar que estamos diante de um clássico do Power Metal nacional.
Tendo agora a efetivação do baterista Rafael Dyszy em seu line-up, a expectativa agora é para que o Hevilan não demore a lançar o sucessor desse grande álbum de estreia.

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Re-Genesis
2- Shades Of War
3- Minos’ Call
4- End Of Time
5- Desire Of Destruction
6- Sanctum Imperium
7- Dark Throne Of Babylon
8- Son Of Messiah
9- Loneliness
10- Shades Of War – Extended Version (featuring Warrel Dane)
11- Quest Of Illusion 2014

LINE UP:
Alex Pasqualle – vocal
Johnny Moraes – guitarra
Biek Yahaitus – baixo

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LO HAN - Get High (2015)

Independente – Nac.



Os bons tempos do Classic Rock voltaram! É essa a sensação que você vai sentir ao apertar o play para esse “Get High”, álbum de estreia do grupo soteropolitano Lo Han. O time é grande, já que estamos diante de um sexteto, e o trabalho mostrado por Rafael Breschi (vocal), Alexandre Amoedo e Caio Aslan (guitarras), Thiago Baumgartem (baixo), Ricardo Lopo (pianos e Hammond) e Thiago Brandão (bateria) soa brilhante, além de ser rico em arranjos.
São composições altamente mergulhadas no espírito do Rock setentista, e o bom gosto é a tônica desse material. A capa psicodélica e os primeiros segundos de “Time” entregam essa atmosfera clássica, através dos acordes iniciais do hammond de Lopo, que antecipa o instrumental ameno.
O que vem a seguir é o carro-chefe do álbum, a contagiante “Dance With The Devil”. Essa música tem guitarras ao melhor estilo Jimmy Page, um groove que te deixará com vontade de sair dançando e um solo magistral de Ricardo Lopo, emendado por Aslan em um de guitarra com efeito wah wah, que caiu muito bem. Falando em Jimmy Page, as influências de Led Zeppelin e do também inglês Deep Purple pululam a todo instante e se fundem à referências extraídas do Southern Rock norte-americano, caso da excelente “I’ll Only Rest When I’m Dead”, que abre com violão e cresce a partir da Slide Guitar gravada pelo produtor do álbum, o guitarrista blueseiro Álvaro Assmar, que, aliás, atingiu um bom trabalho com os botões. 
Um dos grandes pontos positivos em “Get High” são as linhas vocais e refrãos bastante marcantes e viciantes, méritos para Breschi, que se mostra um vocalista de mão cheia, ou melhor, de grande voz.
O alto astral impera nesse ‘debut’ do Lo Han, mas como não poderia faltar, a banda também caprichou nas baladas, que são “Waiting For You” e “The World Will Change Your Mind”.  
Se você leitor deseja retornar no tempo em alto nível, vá atrás desse “Get High”, pois a viagem valerá a pena.

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Time
2- Dance With The Devil
3- Get High
4- I’ll Only Rest When I’m Dead
5- Sex, Drugs And Music
6- Bullet
7- Waiting For You
8- Green Lies
9- The Fallen Butterfly
10- Fight For Your Faith
11- The World Will Change Your Mind

LINE UP:
Rafael Breschi – vocal
Alexandre Amoedo – guitarra
Caio Aslan – guitarra
Thiago Baumgartem – baixo
Ricardo Lopo – pianos e hammond
Thiago Brandão – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.lohanband.com
www.facebook.com/lohanband
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www.youtube.com/lohanband

Videoclipe “Dance With The Devil”: https://www.youtube.com/watch?v=VYOkuajcmwM

ALEKTO - The Unpleasant Reality (2017)

Atração Fonográfica – Nac.


O processo era de ascensão no mercado nacional e internacional, mas a ida de Guilherme Miranda (vocal e guitarra) para o Entombed A.D. fez com que o Krow, grupo mineiro de Death Metal, deixasse em ‘stand by’ as suas atividades. Isso permitiu com que Woesley Johann (guitarra), Cauê de Marinis (baixo) e Jhoka Ribeiro (bateria), ao lado do vocalista Will, com o qual uniram forças, priorizassem o trabalho do Alekto, que foi iniciado no final de 2015. O resultado é esse álbum de estreia, “The Unpleasant Reality”, que acaba de sair do forno.
Nessa empreitada os músicos mostram um Metal agressivo, veloz, atual e com muita qualidade técnica. O ambiente cheio de climas e atmosferas ficou ainda mais evidente graças à produção soberba de Bruno dos Reis, em parceria com o próprio de Marinis.
O material é formado por dez temas brutais, onde liricamente a banda aborda temas sobre delitos existentes no mundo atual, como escravidão moderna, exploração do meio ambiente e também sobre falhas de conduta no comportamento humano.
“The Unpleasant Reality” é um trabalho coeso e bastante homogêneo, em que muitas referências de Death e Thrash Metal se fundem com o groove do Metalcore, tendo a frente de tudo o vocal insano de Will, que canta de forma gutural, porém, bastante inteligível.
Instrumentalmente falando, os riffs de Johann dão bastante peso às bases e seus solos uma carga de melodia para as composições. Já a cozinha insere uma massa bruta que não dá a menor margem de amenidade ao ouvinte.
É difícil destacar uma ou outra faixa, devido ao equilíbrio que existe entre as composições, que acabam se conectando. Dito isso, fica óbvio concluir que “The Unpleasant Reality” é um álbum feito para ser apreciado do início ao fim com a mesma disposição.
Independente do retorno ou não das atividades do Krow, o Alekto chega com os dois pés no peito, mostrando que ganhamos outro bom representante do Metal brasileiro.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Who Dares To Raise The Hand
2- Let’s Talk About War
3- Deliberate Entropy
4- Media’s Assault
5- The Masked
6- Cold & Blood
7- Mind Scars
8- Immutable Silence
9- Conjecture Of Chaos
10- Revenge

LINE UP:
Will – vocal
Woesley Johann – guitarra
Cauê de Marinis – baixo
Jhoka Ribeiro – bateria

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alekto@alektometal.com (contato)

7 de março de 2017

GENOCÍDIO - Under Heaven None (2017)

Urubuz Records – Nac.


Seja lá por onde quer que vagueie musicalmente, não importando se for pelo Gothic Doom ou pelo Death Metal, o lendário Genocídio sabe muito bem como pisa e faz com maestria. Se em “In Love With Hatred” (2013), Murillo Leite (vocal e guitarra), Rafael Orsi (guitarra), W. Perna (baixo) e João Gobo (bateria) já haviam mostrado um trabalho surpreendente, que unia ambos os gêneros supracitados, agora em “Under Heaven None” voltam ainda mais pesados e nervosos. Chega a ser covardia abrir o material com a própria “Under Heaven None” e dar sequência com a caótica “Requiescat In Pace”, pois a porrada é tamanha, com direito a Gobo mandando ver nos blast beats e Murillo nos vocais rasgados, que não há tempo nem de o ouvinte tomar fôlego. A mesma brutalidade pode ser conferida em “You’re All Sick”. A pesada “Death Of A Dream” começa arrastada, mas no decorrer a banda volta a acelerar - ao contrário do que faz na construção de “Mediaevil”, que por sinal tem um solo belíssimo de Orsi -, sendo que nas partes cadenciadas o versátil Murillo canta fazendo uso dos timbres graves e cavernosos que sempre cativaram quem curte a pegada Doom do “Genô”. Já na lenta “Winded Sleep” e na sorumbática e agressiva “Them Arsonists”, o vocal de Murillo e a atmosfera instrumental estão conectados ao Black Metal. Ainda sobre vozes, há de se ressaltar que em algumas músicas existe um trabalho rico em corais e em backing vocals, que “engordou” as composições. Dando continuidade, surpreende o dinamismo do grupo em incorporar groove nas levadas de “I Play Your God No More” e um viés mais Heavy e direto em “Lair Of All Rats To Dwell” e em inserir violão na pesada, derradeira e curta instrumental “Sömberkkast”. Tanto as novas composições e a versão de “Black Vomit” (Sarcófago), quanto a produção realizada por Orsi e a arte gráfica desenvolvida por Perna fazem juz à respeitada carreira de mais de 30 anos dessa instituição da música pesada chamada Genocídio.

 Leandro Nogueira Coppi 



TRACKLIST: 
1- Under Heaven None
2- Requiescat In Pace
3- Death Of A Dream
4- Winded Sleep (dedilhado)
5- Mediaevil
6- The Woman And The Witch
7- You’re All Sick
8- Them Arsonists
9- I Play Your God No More
10- Lair Of All Rats To Dwell
11- Black Vomit (Cover do Sarcófago)
12- Sömberkkast

LINE UP: 
Murillo Leite – vocal e guitarra
Rafael Orsi – guitarra
W Perna – baixo
João Gobo – bateria e percussão

LINKS RELACIONADOS:
 www.genocidio.com.br www.youtube.com/genocidioofficial www.facebook.com/genocidiobr www.twitter.com/genocidioband

6 de março de 2017

AFFRONT - Angry Voices (2016)

Independente – Nac.



O excelente álbum “The Unearthly” (2014) mostrava que o grupo carioca de Black Metal Unearthly vivia uma fase inspirada, porém, em 2016 a banda se viu obrigada a pausar suas atividades devido a problemas de saúde do vocalista Felipe Eregion. Felizmente, o baixista M. Mictian e seu companheiro de Unearthly, o guitarrista R. Rassan (ex-Imago Mortis e Ainur), uniram forças com o baterista Jedy Najay e criaram o Affront. 
O trio trabalhou rápido e agora nos brinda com esse álbum que tem características de Black Metal, mas mostra uma banda mais voltada ao Death/Thrash, com músicas diretas e bem trabalhadas. Guitarras ardidas, ‘blast beats’, contrastes entre partes velozes e cadenciadas, compõem a construção sonora da banda, mas, além disso, e dos carros-chefes “Under Siege” e “Scum Of The World”, que ganharam clipe e lyric video, respectivamente, várias músicas em “Angry Voices” mostram que o Affront tem muito mais a oferecer. 
“Conflicts”, por exemplo, tem uma caída muito bonita em que R.Rassan exibe melodia no solo; A pacífica instrumental “Terra Sem Males (Guerra Guaranítica)” é executada apenas pelo baixo e tem sons florestais que remetem ao ambiente em que viviam os índios Guaranis, que entraram em combate contra as tropas espanholas e portuguesas no período de 1750 a 1756 após a assinatura do Tratado de Madri, ocorrida no sul do Brasil; “Mestre Do Barro” conta até com pandeiro, tocado por Rassan, e tem letra cantada em português, que fala sobre o artesão nordestino Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, que viveu durante o século vinte e foi especialista em artes feitas com barro; “Carved In Stone” conta com solos e linhas vocais surpreendentes e na maior parte do tempo se mantém arrastada; “Wartime Conspiracy” vem na cola, mas com uma construção contrária, sendo quase toda veloz, e quando descamba pra cadência, brilha com riqueza instrumental; Falando em instrumental, esse é o mote de “Echoes Of The Insanity”, composição constituída apenas de baixo e violão, que tem sua beleza revelada através do clima melancólico que carrega. 
Como faixa bônus, há outra versão de “Under Siege”, onde o tarimbado Marcello Pompeu (Korzus) aparece como convidado fazendo duo com o agora também vocalista, M. Mictian.
A produção ficou a cargo dos próprios Rassan e Mictian, e ambos souberam deixar tudo soar cristalino e cru ao mesmo tempo. Já a arte gráfica é assinada pelo renomado Marcelo Vasco (Slayer, Kreator, Machine Head, Soulfly).
Independente do que aconteça com o futuro do Unearthly, torço para que o Affront continue lançando álbuns, pois nesse “Angry Voices” deixou claro que também tem qualidade acima da média.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Scum Of The World
2- Angry Voices
3- Affront
4- Conflicts
5- Terra Sem Males (Guerra Guaranitica)
6- Mestre Do Barro
7- Religions Cancer
8- Under Siege
9- Carved In Stone
10- Wartime Conspiracy
11- Echoes Of The Insanity
12- Under Siege

LINE UP:
M. Mictian – vocal, baixo e baixo acústico
R. Rassan – guitarra, violão e pandeiro
Jedy Najay – bateria e percussão

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/affrontmetal/?fref=ts
www.youtube.com/channel/UCSh4nTTArb8RgtDGJEyG7PQ
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TORTURIZER - Faceless (EP, 2016)

Independente – Nac.


Felizmente acabou aquele negócio de dizer que apenas São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os únicos pólos para o Metal nacional. Principalmente com o advento da Internet, muitos outros estados ganharam espaço para mostrar a sua força. O Maranhão, por exemplo, do Hard Rock ao Metal Extremo, tem nos brindado com boas bandas nos últimos anos. O Torturizer vem de lá, e com esse EP de estreia mostra que tem tudo para logo em breve despontar como uma das principais bandas de seu estado. 
O power trio formado pelos competentes Willian Vieira (vocal e baixo), Luís Baldez (guitarra) e Wilton Vieira (bateria) apresenta uma sonoridade old school com bases enraizadas no Thrash Metal dos anos 80 e no Death Metal norte-americano. Há semelhanças com o Sepultura da fase “Schizophrenia” (1987) / “Beneath The Remains” (1989) e com o Death de “Scream Bloody Gore” (1987) e “Leprosy” (1988), inclusive no que diz respeito ao estilo vocal de Vieira e a produção do próprio Baldez, que tem crueza dos álbuns supracitados.
“Faceless” possui riffs cortantes e contagiantes e bateria veloz, mas em meio a isso, a banda sabe dosar partes cadenciadas. 
Todas as músicas, sem exagero algum, são irretocáveis, mas uma em questão, “Death Emperor”, considero como o grande destaque, devido a variedade de atmosferas que possui.
Mas fica aqui uma reclamação: um material viciante desses, deveria ser um ‘full lenght’ e não um EP!

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Bloodthirsty (Intro)
2- Faceless
3- Human Collector
4- Torture Machine
5- Carnivore
6- Death Emperor
7- Death Lights

LINE UP:
Willian Vieira – vocal e baixo
Luís Baldez – guitarra
Wilton Vieira – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/Torturizer
www.soundcloud.com/torturizer-thrash
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20 de fevereiro de 2017

MALKUTH - Extreme Bizarre Seduction (2016 – relançamento)

Ihells Productions / Obscure Chaos Distro / Underground Brasil Distro / Metalvox – Nac.



Nem o Malkuth e nem o seu clássico álbum “Extreme Bizarre Seduction” são nomes estranhos para quem acompanha o Black Metal nacional. O veterano grupo pernambucano conta em sua vasta discografia com seis álbuns de estúdio – entre outros materiais lançados em formatos diversos -, sendo que “Extreme Bizarre...” é o segundo deles e foi lançado originalmente em 2001. 
Recentemente o álbum foi remasterizado por Hugo Veikon e acaba de ser relançado com uma nova e mais bonita capa, que é assinada por Wagner de Matos. 
“Extreme Bizarre Seduction” é confeccionado por uma sonoridade ‘old school’ densa, ríspida e ao mesmo tempo crua, em que as levadas ora velozes, ora arrastadas são o pano de fundo para os vocais agonizantes de Sir Ashtaroth. 
Mas a coisa não pára por aí, já que somado a isso, temos o teclado inteligente e a voz limpa de Daniela Nighhtfall – musicista que hoje não faz mais parte da banda -, que dão o toque de sutileza ao material. Um exemplo dessa sutileza pode ser observado, por exemplo, no início de “Deep Melancholy State: A Poetic Suicide In The Name Of Loucyfer”, onde os teclados embelezaram o clima da composição.
Em relação à masterização, confesso que não senti diferença entre essa versão de “Extreme Bizarre Seduction” e a original. Mas, sinceramente, isso não me incomodou, já que o principal está preservado: a atmosfera crua da gravação da época.
Se você já curte o trabalho do Malkuth e até hoje não tinha garantido sua cópia de “Extreme Bizarre Seduction”, ou se não conhece e ficou interessado, agora tem a chance de pegar essa versão que é ainda mais bacana, já que, como atrativo, traz algumas faixas bônus gravadas ao vivo em Natal (RN) em 2002, entre elas, uma versão para “Feast Of The Grand Whore”, do Rotting Christ, que, por sua vez, a gravou em sua terceira demo, “Satanas Tedeum” (1989).

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- The Cry Of Adelain (Embrace The Lesbian Goddess)
2- Deep Melancholy State: A Poetic Suicide In The Name Of Loucyfer
3- My Crucial Story About jesus-Sinner
4- Devil Bride, Our Erotic Dark Desires
5- Extreme Bizarre Seduction
6- Gilles de Rais, Lord Of Rais
7- Lapidis Funebris
8- ...And The Ancient Witches Consume Psychotropic Tears
9- The Demon’s Mark In My Skin
Bonus tracks (Live 2002)
10- Deep Melancholy State: A Poetic Suicide In The Name Of Loucyfer
11- Devil Bride, Our Erotic Dark Desires
12- Feast Of The Grand Whore (Cover do Rotting Christ)

LINE UP 2000:
Sir Ashtaroth – vocal e guitarra
Holocausto – baixo
Cyber Necro Daemon – teclado
Daniela Nighhtfall – teclado e female voice
Nighhtfall – bateria

LINE UP 2002 (faixas bonus):
Sir Ashtaroth – vocal e guitarra
Flammellian Azoth – baixo
Cyber Necro Daemon – teclado
Nighhtfall – bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.facebook.com/MalkuthOfficial/?fref=ts
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Malkuth/38 (imprensa)

MORTUO - Old Memories Of The Past (2015)

Tornhate Records / Metal Hatred / Rock Animal / Pictures From Hell / Impaled / Violent / Genocídio / Metal Rock Studio Wear / Infernal Rites / Heavy Metal Rock


Não é de se estranhar o fato de o Mortuo ser, na verdade, uma ‘one-man-band’, tendo em vista que isso sempre foi uma pratica comum no Metal Extremo mundial. E apesar de “Old Memories Of The Past” ser o ‘debut’ dessa empreitada do curitibano Vox Morbidus (Duress Soulles, Sadsy), o projeto existe desde 2004, quando ainda atendia por Evilusions e o músico experimentava uma sonoridade sombria, usando apenas teclados e violões.
O Evilusions passou por um hiato de longos oito anos, até que ressurgisse em 2013, mas já como Mortuo. O resultado dessa retomada de atividades pode ser conferido nesse álbum, que mostra a nova faceta musical de Morbidus, que agora investe em músicas pesadas e construídas com instrumentos convencionais. 
E é de maneira instrumental que “Old Memories Of The Past” se inicia através de “In All The Places”, tema que apesar de curto, chega mostrando imponência, qualidade que é garantida até a última faixa.
“Obscure Ancient War” pede passagem a seguir, com um andamento veloz, que dá margem para que Mortuo mostre seu vocal rasgado/esganiçado, estilo tradicional do Black Metal.
As maiores performances de Vox Morbidus, além da produção, encontram-se nas variadas “Hunting In The Darkness” e “Road Of Evil”, que são acometidas por diversas passagens e andamentos. Nessas, o músico se destaca soberbamente em todos os instrumentos, apresentando grandes riffs de guitarra, mas, principalmente, arranjos marcantes de baixo e orquestrações de teclado. A segunda ainda traz referências de Heavy Metal Tradicional, assim como “Devil Eyes” (música do Evilusions). “Past I: The End Of Hope” e o cover de “Raise The Dead” (Bathory) também se destacam.
Mesmo sozinho, Vox Morbidus mostra capacidade suficiente para levar o trabalho do Mortuo em frente. Confira esse lançamento, que é imperdível!

Leandro Nogueira Coppi




TRACKLIST:
1- In All The Places
2- Obscure Ancient War
3- For Profanation
4- Hunting In The Darkness
5- Road Of Evil
6- Past I: The End Of Hope
7- Old Memories Of The Past
8- Past II: The Consequence
9- Devil Eyes (Cover do Evilusions)
10- Raise The Dead (Cover do Bathory)

LINE UP:
Vox Morbidus – vocal, guitarra, baixo, teclado, bateria

LINKS RELACIONADOS:
www.mortuo.com
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www.twitter.com/mortuo666
www.youtube.com/playlist?list=PL25w9UKFhiHytwonk_7r6MWftcdwiGG-0
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Mortuo/36 (imprensa)

13 de fevereiro de 2017

FLAMMEA - A História Da Flammea (2015)

Rock Brigade Records – Nac.


No Heavy Metal brasileiro, algumas bandas não chegaram a gravar um álbum oficial, mas ainda hoje são cultuadas no underground. Temos os exemplos das paulistanos Desaster, que seguia uma linha Death/Thrash, e da banda feminina Ozone, dona de um Hard Rock contagiante. 
Mas, talvez, a maior delas seja a também feminina Flammea, que obteve reconhecimento em território nacional excursionando pelo país e também através da distribuição de suas demos, “Dark Brain” (1991), “First Scream” (1993) e “Witch” (1994) – as duas últimas, financiadas pela lendária revista e gravadora Rock Brigade, e mixadas por André “Pomba” Cagni, baixista do Vodu. O grupo brasiliense surgiu no final dos anos 1980, período em que o cenário de sua região efervescia, com a aparição de nomes como Detrito Federal, P.U.S. e Valhalla – curiosamente, todos esses também contando com mulheres na formação.
O Flammea chegou a residir em São Paulo, durou até 1994, retomou as atividades em 2010, teve diversas formações, mas nunca passou das demos. Felizmente, para deleite dos fãs, duas delas, “Dark Brain” e “First Scream”, e mais duas músicas gravadas em 1990 em um ensaio, foram reunidas nesse CD. 
Não se apegue a fraca qualidade de gravação, que traz até os chiados das fitas cassetes de onde as músicas foram extraídas, porque na época poucas bandas dispunham de verba suficiente para obter uma produção razoável - muitas vezes, elas se deparavam com produtores que pouco (ou nada) sabiam sobre gravação de Heavy Metal. O importante aqui é o valor histórico do material. 
As músicas evidenciam uma banda tocando com raça e sangue nos olhos, executando um Thrash Metal simples, mas melódico, e, ao mesmo tempo, inovador. Tanto que tem até música arrastada, com solo de gaita e construção vocal com acentuação comercial nas partes lentas. O encarte acompanha fotos das várias formações da banda, das capas das demos e texto explicativo escrito pela baterista original Ana A. Lima, que desde o início integra a Flammea.
A banda segue fazendo shows, então, fica aqui a esperança de que as integrantes atuais resolvam, finalmente, investir em lançar aquilo que os fãs tanto aguardam, que é o seu álbum de estreia.

Leandro Nogueira Coppi

Flammea 2017. Da dir. p/ esq.: Aline Lakiss (v), Luciana Boas (g) e as fundadoras Rosane Galvão (bx) e Ana A. Lima (bt e bv)




TRACKLIST:
First Scream (1993)
1- Blinded Eyes
2- Out Of Sight
3- Scream Of Sadness
4- Fucking Bastard
5- Fear
6- Dark Brain
Ensaio 1990 Lokness Studios (DF)
7- Out Of Sight
8- In Front Of The Mirror
Dark Brain Zen Studios 1991
9- Dark Brain


LINE UP 1993:
Vania Parma – vocal e backing vocal
Lu Terra – Gaita, teclado, backing vocal
Sueli Mazzuco – baixo
Neila Abrahão – guitarra
Roberta Jacoto – guitarra (R.I.P.)
Ana A. Lima – bateria e backing vocal

LINE UP 1991:
Shirley Jovi – vocal
Dayse Bentim – guitarra
Zane Galvão – baixo e backing vocal
Ana A. Lima – bateria e backing vocal

LINE UP 1990:
Shirley Jovi – vocal
Dayse Bentim – guitarra
Adriana Tavares – guitarra solo
Zane Galvão – baixo e backing vocal
Ana A. Lima – bateria e backing vocal

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FLAGELADÖR / AXECUTER - Headbangers Afterlife (Split, 2016)

Mindscrape Music – Nac.


Temos aqui um Split entre dois veteranos power trios do Metal underground nacional. Fortes representantes do Speed Metal, na primeira metade da bolachinha acrílica temos o grupo carioca Flageladör, que já participou de diversos materiais nesse formato, e na outra o paranaense Axecuter, que em 2015 dividiu o seu primeiro com a banda Hellstorm, da Malásia.
Cada banda gravou cinco músicas, que serão um prato cheio para quem já conhece e curte o trabalho totalmente fincado no Metal oitentista de ambas. 
O Flageladör abre com a instrumental “As Intermitências Da Morte” e logo em seguida despeja a sua artilharia pesada e veloz cantada em português, trazendo uma sonoridade forjada sob fortes influências de bandas como Sodom, Venom e Motörhead, através de “Terceira Guerra Mundial”,que é uma cacetada ríspida, com direito a paradinha mortal para o refrão e um duelo de solos visceral. Aliás, a banda traz como guitarrista convidado Henrique Perestrelo (Blasthrash, Heritage, Infected, Cemitério, Side Effectz), que faz dupla nas seis cordas com o vocalista Armandö “Executör” Macedö. A empolgante “A Canção Do Aço”, composta e escrita por Perestrelo e Macedö, tem como curiosidade o barulhinho da espada soando a cada vez que o vocalista profere a frase “e o aço a cantar”. Mas a melhor mesmo é a acelerada “Sangue Negro, Alimento Das Bestas”, principalmente pelos solos, que são de tirar o fôlego. 
O Axecuter chega com uma produção soando um pouco mais alta do que a do Flageladör e músicas cantadas em inglês. Para a abertura o grupo optou pela violentíssima “Attack”, que tem uma letra que é um soco na cara de quem deixa a música em segundo plano, em detrimento de religião, álcool etc. “Creatures In Disguise”, “In For The Kill” e “Medieval Tyranny” nos vencem pelos riffs viciantes.
As duas bandas ainda surpreenderam com covers improváveis. O Flageladör ficou com “Filhos Da Bomba” (Celso Blues Boy) e o Axecuter com “Gimme More” (Kiss). E ambos ficaram muito bons!
Vale destacar também a capa feita por Márcio Aranha (Woslom, Warsickness, Heritage, Vingança Suprema, Blasthrash, Bom Threat), que ficou ótima. 
É um trabalho onde não há invencionices e nem firulas técnicas. É Metal puro, honesto, direto e reto, até o osso! 

Leandro Nogueira Coppi




TRACKLIST:Flageladör
1- As Intermitências Da Morte (Instrumental)
2- Terceira Guerra Mundial
3- A Canção Do Aço
4- Sangue Negro, Alimento Das Bestas
5- Filhos Da Bomba (Cover de Celso Blues Boy)
Axecuter
1- Attack
2- Creatures In Disguise
3- In For The Kill
4- Medieval Tyranny
5- Gimme More (Cover do Kiss)

FLAGELADÖR LINE UP:
Armandö “Executör” Macedö – vocal e guitarra
Turkö Basüra – baixo
Hugö Golön – bateria

AXECUTER LINE UP:
Danmented – vocal e guitarra
Rascal – baixo
Vigo – bateria

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ATLANTIS - Hotter Than A Burning Church (2016, EP)

Independente – Nac.


A leva de novas bandas que se inspiram em muito do que foi feito no Metal da década de 80 ainda é grande. Temos o exemplo do power trio catarinense Atlantis. Surgido em meados de 2013, o grupo formado pelos jovens Tino Barth (vocal e guitarra), Jonathan Odorizzi (baixo) e Bruno Eggert (bateria) já havia lançado em 2015 o EP “Summoning The Witch” e agora retorna com esse novo, “Hotter Than A Burning Church”, que mantém intacta a pegada Heavy Tradicional altamente influenciada pela New Wave Of British Heavy Metal e também em nomes mais atuais do Speed Metal internacional, como Enforcer, Skull Fist, Cauldron e por aí vai.  
A sonoridade e o visual do Atlantis, de fato, têm esse apelo 100% direcionado ao Metal oitentista, no entanto, tanto em termos de produção, quanto de composição e gravação, a banda tem muito ainda o que evoluir, já que em todos esses quesitos há vários altos e baixos. Em algumas músicas, por exemplo, há até algumas vaciladas evidentes, como é o caso da própria “Hotter Than A Burning Church”, em que, por vezes, o baixo parece parar por perder o acompanhamento - pode até ter sido proposital, mas a construção ficou estranha. Em “Stormbringer & Mournblade”, Barth pecou pela falta de ‘punch’ no vocal.
Segundo a banda divulgou, pretende lançar um novo material para 2017. Sendo assim, fica a expectativa de que os integrantes se atentem a esses mencionados detalhes e façam as devidas correções.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Hotter Than A Burning Church
2- Wandering Warrior
3- Sormbringer & Mournblade
4- Misterss Of The Night

LINE UP:
Tino Barth – vocal e guitarra
Jonathan Odorizzi – baixo
Bruno Eggert – bateria

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ROCK FREEDAY - Collection Volume I (Coletânea, 2016)

TRM Records / Voice Music – Nac.


Coletâneas são importantes para a divulgação de bandas e a rádio Rock Freeday investiu nisso, abrindo espaço para dezessete representantes nacionais dos mais variados gêneros, indo do Pop Rock até o Metal Extremo. Pode soar estranho uma miscelânea tão abrangente quanto essa, mas lembre-se que estamos falando de uma coletânea, portanto, como diria o Viper: ‘tem pra todo mundo’.
Lançamentos nesse formato geralmente apresentam altos e baixos em relação à musicalidade e à qualidade de produção, mas aqui foram poucos. Particularmente, confesso que apenas três bandas não me agradaram: Celestial Flames, devido as suas linhas vocais e coros enjoativos, Erva Matt, que segue um Pop Rock a lá trilha sonora de “Malhação” e ZY3, por seu Hardcore Melódico que soa como CPM 22. 
No mais, há muita coisa legal. Os grandes destaques são o veterano King Bird, com seu Hard Rock contagiante, em que Tom Cremon dá um show cantando “Break Away”, e também o Maestrick, que com seu Prog Metal traz muito da música regional brasileira, com riqueza instrumental e sutileza vocal, chegando a lembrar o Angra na fase “Holy Land”. Falando em música regional, o Morrigam faz um Death Metal cantado em português, com temática pagã e também sobre o folclore brasileiro, que vale ser conferido.
Outros que empolgam são o Big Moffo, com seu vocalista Douglas Oliveira que possui um drive bacana, semelhante ao de Jizzy Pearl (Love/Hate, L.A. Guns, Quiet Riot) e o Lo Han, grupos que seguem os caminhos do Classic Rock; o vocalista gaúcho Bife, com seu som alternativo estilo U2; Endless e Inheritance, outros representantes do Prog Metal; No Way, que é uma porrada na orelha; e, por fim, Gus Nascimento, que tem um trabalho vocal solo, com uma pegada Pop Rock visceral.
Boa iniciativa essa do pessoal da Rock Freeday, que em comemoração aos seus 10 anos de existência já anunciou para breve o lançamento do segundo volume dessa coletânea.

Leandro Nogueira Coppi

TRACKLIST:
1- King Bird - Break Away
2- Blazing Dog - Deus Ex Machina
3- Big Mofo – Bring Back The Good Times
4- Lo Han – Dance With The Devil
5- Bife – If
6- Septerra – Nightmare
7- Endless – Black Veil Of Madness
8- Maestrick – Pescador
9- Inheritance – State Of Mind
10- Celestial Flames – Final Destination
11- No Way – Kill For Money
12- Morrigam – Corpo Seco
13- Bella Utopia – Dilema Do Prisioneiro
14- Dudé E A Máfia – A Cidade
15- Gus – Reconcerto
16- Erva Matt – Romeu E Julieta
17- ZY3 – 365 Dias

LINK RELACIONADO:
www.rockfreeday.com

ALÍRIO NETTO - João de Deus (2016)

TRM Records – Nac.


Quem acompanha a carreira de Alírio Netto sabe o quão versátil ele é como artista. E quando digo artista isso deve ser considerado na mais pura concepção da palavra, já que, além de sua longa estrada musical cantando Heavy Metal a frente de Age Of Artemis, Khallice e outros, em paralelo ele atua no teatro, o qual soma vários musicais – veja em seu site o quão extenso é o currículo de Alírio. 
Essa versatilidade está à prova nesse primeiro álbum solo, o qual Alírio arrisca-se e acerta cantando em português, temas românticos com sonoridade voltada ao Pop Rock. 
Para essa nova empreitada Alírio montou um time de primeira, tendo então músicos tarimbados, como Tito Falaschi (guitarra, violão, teclado e bateria, Zaltana/Symbols/Wizards/Karma), Marcelo Barbosa (guitarra, Almah/Angra), Felipe Andreoli (baixo, Angra), Milton Guedes (sax, Lulu Santos e Rita Lee) e Tiago Mineiro (piano). Ao lado dessa turma, o vocalista atingiu um resultado surpreendente e ao mesmo tempo muito bonito.
“João de Deus” traz músicas amenas e sofisticadas, que caíram bem na voz de Alírio, que pôde mostrá-la de maneira bem clara, graças não apenas pelo seu talento, mas também pela ótima produção dos irmãos Tito e Edu Falaschi – que ajudou a compor as músicas “Viver (One Love)” e “Nada Mais Importa”.  
Todas as músicas são muito legais, mas vale destacar “Palhaço”, que tem uma letra bem interessante -, “Retrato”, que ganhou videoclipe, e “Nada Mais Importa”, que conta com belos arranjos de teclado e solos de sax. 
Vale dizer que “De Sol A Sol” é uma versão da música do cantor/ator Pop mexicano Erik Rubin, com o qual Alírio chegu a excursionar por México, Estados Unidos e Guatemala, e que “Your Smile”, única cantada em inglês, é uma faixa bônus que Alírio compôs com seu companheiro de Age Of Artemis, Giovanni Sena (baixo).
“João de Deus” mostra que os fãs não estão errados quando dizem que Alírio Netto seria o cara certo para entrar no Angra.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Viver (One Love)
2- João de Deus
3- De Sol A Sol
4- O Palhaço
5- Tantas Coisas
6- Retrato
7- Segredos
8- Nada Mais Importa
9- Your Smile (bonus track)

LINE UP:
Alírio Netto – vocal
Tito Falaschi – guitarra, violão, teclado, bateria, backing vocals
Marcelo Barbosa - guitarra
Felipe Andreoli – baixo
Tiago Mineiro – piano
Milton Guedes – sax

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AMINTOR - Amintor (2016)

Independente – Nac.


A missão sonora do Amintor parece e é desafiadora, afinal, apresenta vários aspectos que são atípicos em relação ao trabalho da maioria das bandas. Musicalmente, o grupo guarulhense vai do Heavy Metal Tradicional até o que se convencionou chamar de (Un)Black Metal, já que, apesar do som ser extremo, a abordagem lírica possui cunho cristão. Além disso, o Amintor compõe em português e, como se não bastasse, tem a frente no papel de vocalista o seu próprio baterista, Robinho Simões. Mas banda leva tudo isso com a maior naturalidade e mostra competência no que se propõe a fazer. 
O power trio, que é completado por Berry Code (guitarra e backing vocals) e Marcelo Silva (baixo e backing vocals), já havia estreado em 2013 com o álbum “Deus Derruba O Satanás”, e agora retorna com esse homônimo material sucessor, mostrando um Metal envolto a uma atmosfera oitentista, que em muitos momentos chega a lembrar a lendária banda mineira OverDose, mais precisamente da época do Split dividido com o Sepultura, “Século XX” (1985), e também do álbum de estreia, “Conscience” (1987) - inclusive no que diz respeito ao estilo vocal de Simões, que remete ao de Bozó. 
“Tormento Eterno” é um (Un)Black Metal que abre a “bolachinha” de maneira ríspida e com partes épicas. Mas o Metal Tradicional veloz pede passagem com “Amintor”, “Clamor No Cárcere” e “Glória Ao Rei”. Já “Príncipe Da Paz” e “Eu Sou Deus” primam pela cadência. Em contrapartida, “Apocalipse”, “Destruição De Jericó” e “Cristo Vem” são “Thrashões” old school. “Redentor”, “Resgate”, “Teus Escolhidos” e “De Volta Ao Senhor” escancaram o lado melodioso da banda. Porém, o grande destaque fica por conta da acelerada “Condenação”, que conta com riffs inspirados de Berry Code. 
A produção assinada por Fernando Caraça e pelo próprio Robinho Simões está correta e contou a favor desse álbum, que, apesar de explorar diversos gêneros metálicos, tem homogeneidade e qualidade. 

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Tormento Eterno
2- Amintor
3- Clamor No Cárcere
4- Príncipe Da Paz
5- Apocalipse
6- Destruição De Jericó
7- Redentor
8- Condenação
9- Cristo Vem
10- Resgate
11- Glória Ao Rei
12- Eu Sou Deus
13- Teus Escolhidos
14- De Volta Ao Senhor

LINE UP:
Robinho Simões – bateria e vocal
Berry Code – guitarra e backing vocals
Marcelo Silva – baixo e backing vocals

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HARDSHINE - So Far And So Close (2016)

TRM Records – Nac.



Após observar os nomes que integram o ‘line up’ do Hardshine, possivelmente você concluirá que a banda é formada por um verdadeiro ‘dream team’ do cenário paulistano da música pesada. Experientes e conhecidos por terem feito (ou ainda fazerem) parte de bandas de destaque nacional e internacional, com pegada puxada para o Heavy Metal, Leandro Caçoilo (vocal, Seven7’h Seal, Soulspell - ex-Eterna), Pedro Esteves (guitarra, Liar Symphony), Bruno Ladislau (baixo, Aquiles Priester e André Matos – ex Aclla) e Anderson Alarça (bateria, Liar Symphony – ex-Suprema) decidiram unir forças e se juntar nessa nova empreitada – que a princípio seria apenas um projeto paralelo de Esteves -, que é mais voltada para o Melodic Hard Rock.
“So Far And So Close” é o primeiro material lançado pelo Hardshine e possui qualidade de nível Europeu, já que remete a muitos trabalhos que têm surgido naquele continente nos últimos anos. Se você tem afinidade com o que já foi gravado por esses músicos em suas respectivas bandas, já sabe que poderá esperar por linhas vocais cativantes e bem construídas, riffs pegajosos e solos bastante melódicos, e uma cozinha bastante vigorosa. As composições e as letras são todas de autoria de Esteves que, além da guitarra, se incumbiu de gravar violão, teclado, piano e todos os backing vocals, além disso, o músico também assinou a produção e nesse quesito atingiu um resultado acima da média – algo que lhe é de praxe nessa função. 
Agora, quando se fala em ‘dream team’, muita gente logo pensa em fritações, excesso de virtuosismo, egos “gritando” em várias partes das músicas e etc, mas, em relação ao Hardshine, esqueça, porque a coisa não funciona desse jeito. “So Far And So Close” mostra uma banda “jogando” a favor da música, com ‘feeling’, bom gosto e emoção. Confira, por exemplo, temas como as belas “Hard Way”, “Don’t Leave Me Now”, “If You Wanna Fly” e “Paradise”, que você me dará razão.

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Do You Believe
2- Learn To Live
3- Now And Forever
4- Hard Way
5- So Far And So Close
6- Don’t Leave Me Now
7- If You Wanna Fly
8- Paradise
9- Pay Your Sins
10- Going Home

LINE UP:
Leandro Caçoilo – vocal
Pedro Esteves – guitarra, violão, teclado, piano e backing vocals
Bruno Ladislau – baixo
Anderson Alarça – bateria

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23 de janeiro de 2017

GOATLOVE - Guadalajara (2016)

Independente – Nac.


O tempo de espera foi o mesmo de uma Copa do Mundo ou de uma Olimpíada, mas, finalmente, o segundo álbum do Goatlove ganhou vida. Em “Guadalajara”, assim como aconteceu em “The Goats Are Not What They Seen” (2012), você será transportado em alguns momentos aos clubes vadios da inquieta e misteriosa Londres do final da década de 70 e começo de 80 - e não repare se de sua caixa de som começar a sair fumaça de gelo seco misturada à de nicotina. É o efeito lisérgico que os riffs arrogantes da dupla Marco Nunes e Pedro Lobão, o grave pulsante e nada simpático do baixo de Lucas Barone, os andamentos impacientes impostos pelos tambores de Alexandre Watt e, principalmente, o jeito lunático de cantar de um ainda mais ensandecido Roger Lombardi (ex-Sunseth Midnight) causarão em sua mente. As referências de Gothic Rock se fazem presentes na ótima “Shine” e na “sisterofmerciana” “Liar”. Por outro lado, “Down To The River” remete ao Hard Rock do The Cult, que também sempre teve relação com o Rock gótico. Duas das mais legais, “Saturn’s Honey” e “Hipshake”, têm pegada energética e contam com o belo reforço vocal da convidada Anita Cecília Pacheco em seus respectivos refrões. Um pouco de Metal Industrial também surge em “Apes”. Completando o álbum, ainda temos a ‘rocker’ “Rise, Caesar, Rise”, a longa “We Shall Rise”, com seus dezesseis minutos de pura viagem ‘non-sense’, e a também extensa e derradeira “Sunshine Colours”, uma semi-balada sofisticada que além de se destacar pelos bons arranjos dos convidados Paulo Anhaia (MonsteR) no violão e Cleilton Chaves no Ukelele, traz um solo de guitarra magistral em que um clima Led Zeppelin toma conta do ambiente. A produção feita pelos próprios Marco Nunes, que também cuidou da mixagem e masterização, e Roger Lombardi também é digna de elogios. Só espero que não demore tanto tempo para que o Goatlove solte outro álbum, pois é sempre empolgante ouvir a música do grupo.

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Shine
2- Down To The River
3- Rise, Caesar, Rise
4- Liar
5- Saturn’s Honey
6- Hipshake
7- Apes
8- We Shall Rise
9- Sunshine Colours

LINE UP:
Roger Lombardi – vocal
Marco Nunes – guitarra
Pedro Lobão – guitarra
Lucas Barone – baixo
Alexandre Watt – bateria

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www.facebook.com/goatloveweb
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press@goatloveweb.com (contato)
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VIZARESH - Gastronomy Of Vivisection (EP, 2015)

Independente – Nac.


Com esse EP de estreia, “Gastronomy Of Vivisection”, o Vizaresh, grupo que foi formado em 2014 na cidade paulista de Atibaia por integrantes experientes na cena, revela-se uma grata surpresa para o Gore/Brutal Death Metal nacional. São apenas três faixas de pura e sanguinolenta pancadaria sonora, em que após pouco mais de quinze minutos letais o ouvinte que for fã do gênero certamente reclamará a falta de mais composições. Flávio Ribeiro (vocal e baixo - ex-Corporate Death), Denis Queiroz (ex-Kross) e Caio Angelotti (guitarras - Cruscifire, Degolate, ex-Corporate Death) e Alessandro Kelvin (bateria – ex-Attack Force, Hellish Undead, Divine Judgement) dão início ao massacre com a própria “Gastronomy Of Vivisection”, música veloz em que tanto pela bateria quanto pelos riffs de guitarra fica clara a influência de Cannibal Corpse. “Tormenting Remembrance 1968” vem na sequência e é tão brutal quanto a anterior, porém, em seu decorrer, há uma paradinha para um dedilhado e um fundo sinistro que abrem caminho para um andamento arrastado que deu um ar ainda mais sombrio ao material. “Carnal Promise” fecha o EP alternando velocidade e cadência. Tudo isso fica ainda mais brutalizando tendo a frente o vocal cavernoso de Ribeiro. A produção realizada pelo próprio Angelotti também foi primordial para o bom resultado desse EP. Agora fica a curiosidade para conferir um álbum completo da banda numa próxima vez. No aguardo!

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- Gastronomy Of Vivisection
2- Tormenting Remembrance 1968
3- Carnal Promise

LINE UP:
Flávio Ribeiro – vocal e baixo
Denis Queiroz – guitarra
Caio Angelotti - guitarra
Alessandro Kelvin – bateria

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www.youtube.com/vizareshbrutaldeath
www.soundcloud.com/vizaresh
www.vizaresh.bandcamp.com
vizareshdeath@gmail.com (contato)

TALRAK - Paralysis (EP, 2016)

Independente – Nac.



É sempre gratificante saber de bandas que mesmo com pouco tempo de atividade, chegam mostrando qualidade. É o caso desse grupo sorocabano de Black/Death Metal formado por Matheus Scarlate Alves (vocal e guitarra), Luis Fernando Doda (guitarra), Bruno Jokubaukas Martinez (baixo) e Leandro Estefogo Menossi (bateria), que com apenas dois anos de existência já chega chutando a porta nesse EP de estreia. Reforçado por uma produção primorosa, assinada pelo próprio Alves, “Paralysis” mostra uma banda que sabe aonde quer chegar. Após breve introdução, a nervosa “Symbolizing Artifacts” se apresenta de maneira impiedosa, com riffs corrosivos e um vocal que lembra o de Alex Camargo do Krisiun. Há beleza apesar da brutalidade. Não à toa, a faixa seguinte, “Ancient Etruria” nada mais é do que um belíssimo e misterioso tema instrumental ao piano, executado pelo convidado Victor Fortes Rodrigues. Não se engane pelo dedilhado inicial de “Pleasure Of Unfair”, já que essa se revela uma cacetada que alterna andamentos ora extremamente velozes, ora cadenciados, tendo seu desfecho com o mesmo dedilhado. “Paralysis” tem como destaque os bumbos incansáveis de Menossi, enquanto que “Cursed By The Real Vision Of Knowledge” possui uma estrutura mais contemporânea e um solo bastante melódico. O melhor ficou para o final, a derradeira “Inquisition Philosophy” traz partes instigantes. Nem bem o Talrak lançou esse EP e eu já quero ouvir o ‘debut’! 

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Prologue
2- Symbolizing Artifacts
3- Ancient Etruria
4- Pleasure Of Unfair
5- Paralysis
6- Cursed By The Real Vision Of Knowledge
7- Inquisition Philosophy

LINE UP:
Matheus Scarlate Alves – vocal e guitarra
Luis Fernando Doda – guitarra
Bruno Jokubaukas Martinez – baixo
Leandro Estefogo Menossi – bateria

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DARK INQUISITION - Before The Battle (single, 2016)

Abigail Records – Nac.


Foram longos dez anos desde o EP anterior, “Pagan Age” – desconte aí um hiato de três anos -, mas, finalmente, o Dark Inquisition está de volta, agora com esse single, “Before The Battle”. 
Nesse material, o grupo paulistano apresenta três novas composições, que servirão de aperitivo para quem aguarda o esperado álbum de estreia, que já está sendo preparado e deverá se chamar “We Are Coming”. 
“Before The Battle” traz uma banda em grande forma explorando o Black Metal e lançando mão de elementos da música Folk, desde os coros épicos de “Glorification Of Evil”, até o uso de flauta nas duas músicas complementares, que são “Exilium”, que apresenta uma pegada voltada ao Metal Tradicional, e “Spiritfolk”, a de maior destaque, que é iniciada com violão, depois alterna partes velozes e cadenciadas e é reforçada pelos citados coros épicos.  
Liricamente, o single aborda os primórdios do ser humano, independente de sua cultura. Já em termos de produção, a banda alcançou um resultado satisfatório.
Como cartão de visitas, “Before The Battle” foi muito bem e isso cria uma expectativa positiva em relação ao que virá em “We Are Coming”. Mas que dessa vez o Dark Inquisition não demore tanto tempo para lançá-lo!

Leandro Nogueira Coppi 


TRACKLIST:
1- Glorification Of Evil
2- Exilium
3- Spiritfolk

LINE UP:
Daniel Malkafly – vocal
Rafael Terueu – guitarra
Eduardo Figueiró - guitarra
Michel Crisaor – baixo
Rafael Brittus – bateria

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SEPULTURA - Machine Messiah (2017)

Nuclear Blast – Imp.


Quase três anos após “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart”, finalmente o décimo quarto álbum de inéditas do Sepultura ganha vida. Uma das novidades é que “Machine Messiah” foi gravado na Europa – mais especificamente no Fascination Street Studios, em Örebro (SUE) –, algo que não acontecia desde “Chaos A.D.” (1993), que fora gravado no País de Gales.
Dessa vez, a produção, masterização e mixagem ficaram a cargo do renomado Jens Bogren (Amon Amarth, Amorphis, Dragonforce, Angra, Katatonia, Hammerfall, Kreator, Moonspell, Opeth, Pain Of Salvation, Paradise Lost, Soilwork etc) e o resultado alcançado ficou formidável.   
Conceitual, “Machine Messiah” aborda algo bastante pertinente aos dias atuais em que a sociedade vem se tornando cada vez mais robotizada e as pessoas estão deixando ou, sendo obrigadas, a ver as rédeas de suas vidas sob o comando das máquinas, da tecnologia. 
Musicalmente é um álbum surpreendente, o qual Derrick Green, Andreas Kisser, Paulo Junior e Eloy Casagrande inseriram novas facetas ao som do Sepultura. A começar pela própria faixa título, onde pela primeira vez a banda optou por iniciar com uma música lenta, numa pegada quase Doom, que se inicia por um belo dedilhado e tem um Derrick Green cantando limpo na maior parte do tempo, o que engrandeceu o clima misterioso da composição. Falando em Derrick, o vocalista mostra nesse álbum um grande desempenho – não é errado dizer que é o seu melhor trabalho a frente da banda. 
A dobradinha que vem na sequência com as já conhecidas “I Am The Enemy” e “Phantom Self” mostra o peso habitual do Sepultura. A primeira cacetada é mais curta e direta – assim como “Alethea” -, já a segunda inicia em ritmo de maracatu e logo se torna lisérgica, com inserção de violinos e partes que soam Prog Metal. 
Um dos grandes momentos do álbum fica por conta da ótima instrumental “Iceberg Dances”, que se revela um Thrash Metal visceral através dos riffs de Andreas Kisser e das marteladas percussivas de Eloy Casagrande. No decorrer dessa, uma miscelânea de coisas vão acontecendo, com a aparição de teclado Hammond, violão, flauta e de ritmos brasileiros. 
A grandiosa “Sword Oath” é forte candidata a melhor do álbum, traz diferentes atmosferas, além de riffs abafados e cadenciados e grandes arranjos de guitarra, que evidenciam que Kisser está em um dos momentos mais inspirados de sua carreira.
A brutal “Resistant Parasites” também está entre as melhores. Nessa, Green canta com sangue nos olhos e há muita variação instrumental - novamente o trabalho de Kisser soa brilhante. 
E a coisa vai ficando ainda mais violenta com a sequência formada pelas velozes “Silent Violence” e, principalmente, com “Vandals Nest” - sobre essa, tente imaginar uma mistura entre Exodus, Death e Fear Factory. Em ambas, Casagrande não toca, dá aula!
“Cyber God” encerra a versão regular do álbum alternando partes velozes a outras ‘mid-tempo’, com palhetadas e bumbos cavalares.
Entre os bônus, a ríspida “Chosen Skin”, que conta com riffs que beiram o Death Metal, e também uma versão inusitada para “Ultraseven No Uta”, trilha do seriado japonês Ultraseven, que foi criado nos anos 60, mas que fez muito sucesso na televisão brasileira durante a década de 80 - apesar de essa quebrar o clima do restante do álbum por soar um pouco infantil, é divertido ouvir Derrick Green cantando em japonês.
Vale destacar também a belíssima capa surrealista desenvolvida pela artista filipina Camille Della Rosa. Intitulada “Deus Ex Machina”, a arte já estava pronta desde 2011 - quando a artista mal sabia que veria seu nome ligado ao Sepultura - e caiu muito bem para o conceito do álbum. 
Enfim, “Machine Messiah” deixa claro que o Sepultura atravessa um período super criativo e chega para se firmar como um dos melhores álbuns da carreira da banda e também como um dos grandes lançamentos de 2017.

Leandro Nogueira Coppi


TRACKLIST:
1- Machine Messiah
2- I Am The Enemy
3- Phantom Self
4- Alethea
5- Iceberg Dances
6- Sworn Oath
7- Resistant Parasites
8- Silent Violence
9- Vandals Nest
10- Cyber God
11- Chosen Skin (bonus track)
12- Ultraseven No Uta (bonus track)

LINE UP:
Derrick Green – vocal
Andreas Kisser – guitarra
Paulo Jr. – baixo
Eloy Casagrande – bateria e percussão

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I Am The Enemy: https://www.youtube.com/watch?v=pCEe44CgyAM

Phantom Self: https://www.youtube.com/watch?v=a0mDeaivvi8